terça-feira, 4 de maio de 2010

Solta os cães atrás de mim, Levo o peito cheio de ti

Lisboa

«Do teu ombro vejo o mundo
É Lisboa em todo o lado
Soltam os cães atrás de mim
Amanhã de madrugada
Usa a roupa que escolhi
Como adorno não um fardo
Levo o peito cheio de ti
Deixo o resto à tua guarda»

de André Henriques
(Vocalista e Guitarrista dos Linda Martini)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Amigo


O beijo

Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.

Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...

de Alexandre O'Neill, in "No Reino da Dinamarca"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Eva


Eva

6:30 winter morn
Snow keeps falling, silent dawn
A rose by any other name
Eva leaves her Swanbrook home
A kindest heart which always made
Me ashamed of my own
She walks alone but not without her name

Eva flies away
Dreams the world far away
In this cruel children's game
There's no friend to call her name
Eva sails away
Dreams the world far away
The Good in her will be my sunflower field

Mocked by man to depths of shame
Little girl with life ahead
For a memory of one kind word
She would stay among the beasts
Time for one more daring dream
Before her escape, edenbeam
We kill with her own loving heart

Eva flies away
Dreams the world far away
In this cruel children's game
There's no friend to call her name
Eva sails away
Dreams the world far away
The Good in her will be my sunflower field

de Nightwish

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Gaivotas


Gaivota

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
morreria no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

de Alexandre O'Neill

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Aqui não oiço Paradise Lost ...


As I die

[as I die]
As I die

Stare as eyes uphold me
And wait to see right through
And curse me... the love has crippled you

Shadows haunt the night
Burning my disguise

[as I die (whispered x times)
As I die]

Reaping through the truth
Life becomes untrue

Sin the last diversion
My fate will be untouched
Dismissed now, the anger of a fool

Shadows haunt the night
Forgive me as I die

Taking a chance
And take what you gain
My soul it has no price
Total release is out of harms way until I can decide
You punish me, can't you see, [im] not real

de Nick Holmes (Paradise Lost)